quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ESCOLA FÉ E POLÍTICA MANINHA XUCURU-KARIRI REALIZA QUARTO MÓDULO DE FORMAÇÃO



Alagbar Alagbara !(Vem, Espírito Santo, Vem Espírito Todo Poderoso. Vem, vem, vem, vem força de Deus.)!

Com o espírito voltado ao dia da Consciência Negra que se aproximava, a Escola Fé e Política Maninha Xucurú - Kariri realizou mais uma etapa de sua formação. Agora com a temática Direitos Humanos.
Para contribuir conosco na discussão tivemos a contribuição da Professora Júlia Sara Acioly da Universidade Estadual de Alagoas. Ela que de forma muito pertinente abordou a temática a partir da origem e natureza dos direitos Humanos “Na sua origem, a palavra direito significa exatamente aquilo que é reto, correto ou justo. Daí a idéia de que um homem honesto é um homem “direito”. Por outro lado, o termo “direito” se opõe ao que é torto, avesso ou injusto. De onde que, diante de uma injustiça, sempre podemos dizer: isso não está direito!”.
Este módulo foi salutar, cujo momento nos proporcionou profundas reflexões no que diz respeito ao que temos mais humano em nós, pois diferente disto é o estado de barbárie, o qual infelizmente por diversas vezes presenciamos a violação dos Direitos Humanos como arma de guerra contra a nós mesmos.
Tivemos ainda a presença do Parlamentar Estadual e presidente da Comissão dos Direitos Humanos na Assembléia Legislativa de Alagoas Judson Cabral, o mesmo adentrou-se também na temática enfatizando que não há justificativa alguma, para a exclusão ou para a discriminação, nas palavras do parlamentar: é preciso resguardar os valores mais preciosos da pessoa humana, ou seja, direitos que visam resguardar a solidariedade, a igualdade, a fraternidade, a liberdade, a dignidade da pessoa humana”. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

MEU SENHOR E MEU DEUS!


Às vezes a gente pensa que sabe, mas não; se engana e se surpreende com as descobertas que vai fazendo aqui e ali. O tempo vai passando, a gente vai amadurecendo, deixando para trás coisas aprendidas, quase no esquecimento; acumulando novos conhecimentos, revendo conceitos e atualizando o aprendizado. Para isto a gente precisa ter espírito aberto, humildade e uma redentora ousadia para se abrir ao novo. 

Minha experiência como discípulo da Escola que “não é fé e política; não é fé + política; não é fé – política, muito menos fé x política e sim FÉ POLÍTICA” segundo Padre Motinha, já no seu terceiro módulo, está me levando a repensar todo meu aprendizado sobre o cristianismo, a um novo jeito de olhar a minha igreja católica nos dias de hoje, a viver uma fé adulta e libertadora, em comunidade e sustentada na palavra de Deus. Também está me revigorando a prosseguir com a luta contra as desigualdades sociais, alinhada à Doutrina Social da Igreja. 

À medida que a escola vai avançando, a convivência com os integrantes, o aprofundamento dos conteúdos propostos, vão levando a gente, à luz da metodologia do VER, JULGAR, AGIR, CELEBRAR E AVALIAR, a refazer a nossa caminhada de cidadãos cristãos, a experimentar novos modos de nos relacionar com Deus e com as pessoas, a ser igreja num mundo que rola na contramão dos valores cristãos, que sacraliza o profano e, profana o sagrado. 

Sempre entendi esta expressão do Apóstolo Tomé, chamado Dídimo – “meu Senhor e meu Deus” Jo.20,28 – como expressão de sua admiração e surpresa por tocar as chagas de Cristo, por ter se convencido de que aquele que tocava era mesmo o Cristo com quem tinha convivido e que havia sido morto de forma ignominiosa há poucos dias. Creio mesmo que tenha a ver com o fato de Tomé ter convivido com Deus em carne e osso e não sabia. 

Quando o terceiro módulo da Escola FÉ POLÍTICA se encerrou com a celebração eucarística pontificada pelo Padre Motinha e os integrantes se despediam para voltar às suas comunidades, eu, entre atônito, pasmo, confuso, surpreso, radiante, sei lá o quê, sentindo ainda na boca o gosto da partícula sagrada que recebi na comunhão e ecoando na minha mente “não é verdadeiro cristão quem não conhece e pratica a Doutrina Social da Igreja”, foi que vim entender que aquele “meu Senhor e meu Deus” de Tomé ia além da admiração e da surpresa. Era a confissão de sua vergonha por ter convivido com um Deus e tê-LO tratado apenas como homem. Sentimento de vergonha e de adoração que o levou àquela exclamação. São estes mesmos sentimentos que me assaltam no final deste módulo. De vergonha por conhecer tão pouco e quase nada praticar da doutrina social da igreja; por não viver, como devia, como autêntico seguidor de Cristo; de adoração por que “pela graça que nos mereceu a redenção de Jesus Cristo o homem se torna filho de Deus e membro do Corpo Místico de Cristo” e a Ele toda honra e toda glória. 

A Escola FÉ POLÍTICA, em todos os seus módulos até agora tem reavivado conhecimentos e experiências vivenciadas nos velhos tempos dos Seminários de Penedo, Maceió e Regional do Nordeste em Recife; tem me proporcionado novas experiências de Deus e viver como igreja nesta sociedade conforme as leis cristãs da “justiça como guia e objetivo; da caridade como força e motor; da verdade como luz que ilumina o caminho; inclui o senso social, que é uma espécie de instinto que intui o que convém ao bem comum; da liberdade que é o clima onde a justiça, a caridade e a verdade encontram seu desenvolvimento garantido”. 


Felicito a todos os organizadores da Escola, mas aqui reverencio este fiel seguidor de Cristo, apaixonado amante da sua igreja e de sua doutrina social, e zeloso sacerdote, Padre Motinha que em suas exposições sobre Doutrina Social da Igreja mais do que ensina, testemunha como ser cristão católico nestes tempos difíceis e seu testemunho é verdadeiro.


José Matias Irmão, 
Aluno da Escola Diocesana Fé e Política,
Maninha Xucuru Kariri.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Palmeira dos Índios realiza o Grito dos Excluídos 2011


Com o tema VIDA EM PRIMEIRO LUGAR e lema PELA VIDA GRITA A TERRA... POR DIREITOS TODOS NÓS! Mais de 400 trabalhadores e trabalhadoras vindos do campo e da cidade romperam as ruas de Palmeira dos Índios em ato de protesto e indignação, contra a exclusão social de povos sem - terras, quilombolas, indigenas, jovens assassinados e perseguição política. Por terra, moradia, sementes. Participaram da mobilização as organizações como Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA, Movimento dos Trabalhadores Camponeses - MTC, Cáritas Diocesana de Palmeira dos Índios, Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Movimento de Mulheres Trabalhadoras e Pescadoras - MMTRP Rede de Educação Cidadã - RECID, Lar da Criança, Movimento Pró-Desenvolvimento Comunitário - MPDC, Povos Indígenas Xucuru Kariri, Movimento Estudantil, Comissão Pastoral da Terra - CPT, Faculdade São Tomás de Aquino - FACESTA, Movimento dos Trabalhadorerais Rurais Sem - Terra - MST, Quilombolas, Escola Fé e Política, Ôtto Coletivo, Movimento de Mulheres Camponesas - MMC. O maior objetivo do Grito dos Esxcluídos é unificar as bandeiras de lutas, das diferentes organizações sociais e populares, no fortalecimento dessas lutas para construção de uma nova sociedade, onde a justiça e a igualdade de direitos sejam mais que palavras, mas um projeto que se concretiza em liberdade.

Simone Lopes de Almeida

quinta-feira, 28 de julho de 2011

III Módulo (A Experiência das Comunidades Eclesiais de Base - CEB's e a Doutrina Social da Igreja )

Foi ótimo! o Terceiro Módulo da Escola Fé e Politica Maninha Xucuru Kariri que aconteceu nos dias 01,02,03 de julho de 2011. Em plena ressaca junina. Na Sexta-Feira, durante a abertura vivemos uma Jornada Socialista inspirados na mística dos Movimentos Sociais. Com direito ao mistério da venda nos olhos e ciranda em volta da fogueira. As temáticas estudadas no sabádo e domingo foram sobre a experiência das Comunidades Eclesiais de Base - CEBS, tendo na ocasião a colaboração de Rita de Assis, Maria Aparecida Mafra (Nena) e Manoel Firmino, personagens que vivenciaram o auge das CEB´S na década de 80. E a Doutrina Social da Igreja, com Pe. Motinha contribuindo na reflexão e debate. Como de costume tivemos nossa bela noite cultural, ainda vivendo as emoções do São João, dançamos quadrilha, forró e comemos muito. Mas a maior emoção ficou para o domingo durante a Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Motinha que compartilhou a Palavra com todos.
Este módulo foi muito significativo, pois trouxe o novo jeito de ser Igreja, nos dado pelas CEB´S, e o compromisso com a dignidade humana adotado pela Doutrina Social da Igreja.

Por: Simone Lopes de Almeida
Coordenação Pedagógica da Escola

quarta-feira, 11 de maio de 2011

II Módulo ( Metodologia de Educação Popular e História dos Movimentos Sociais)





Aconteceu nos dias 06,07 e 08 de maio de 2011, o II Módulo da Escola Fé e Política "Maninha Xucuru Kariri,. Na ocasião os educandos estudaram e refletiram sobre a Metodologia de Educação Popular. Contribuiu com este tema o educando da Escola Nacional - CEFEP Valcí Melo. Outra temática refletida foi a História dos Movimentos Sociais, tendo Marcos Bezerra da Cáritas Brasileira Regional NE II.
Foram muitos momentos marcantes neste Segundo Módulo: o reencontro, o estudo, o celebrar com todos, e as vivências, que trouxeram a força presente na mística do povo organizado, na busca da Terra Prometida e na concretização do Sonho de Deus.
Como não poderia deixar de faltar, houve a tão esperada visita de campo e a exibição filmica, durante a Noite Cultural. Essas atividades aconteceram na sede do Movimento Pró-Deesenvolvimento Comunitário, organização situada no Bairro da Cafúrna, em Palmeira dos ìndios. Emocionados os educandos, a coordenação pedagógica e a comunidade assistiram o filme Batismo de Sangue. Depois, para fechar a noite celebramos fraternalmente com um gostoso lanche e uma boa música.
O domingo, Dia das Mães, encerramos o módulo com a Celebração Eucarítica, presidida pelo Pe. Motinha, o qual tocou a todos com suas palavras de incentivos na caminhada na Fé e na Política.

Simone Lopes
Coordenação Pedagógica da Escola